segunda-feira, 27 de setembro de 2010

As Últimas Palavras de Deus à Humanidade

Um homem que não tinha temor algum de Deus, diante da morte gritou desesperado: “amigos creiam na eternidade”. O livro de Apocalipse sintetiza e faz a conclusão de todos os demais temas da Bíblia. Apocalipse nos revela o capítulo final da humanidade, traz o projeto final de Deus para a humanidade. E o texto de Apocalipse 22.6-21, é constituído de uma série de pequenos lembretes e advertências de Deus à humanidade. Neste texto vemos as últimas palavras de Deus à humanidade. Deus nos lembra que sua palavra é absolutamente digna de confiança (Ap 22.6). O que está narrado em Apocalipse é verdadeiro é fiel. Você deve perguntar: Por que o anjo faz questão de assegurar isso a João? A resposta é que Deus sabia que o diabo poderia causar uma crise de dúvidas no coração deste homem, assim como causou no coração de João Batista quando estava preso (Mt 11.2-11). O anjo dá a João uma contraprova, uma palavra de encorajamento, mostrando que tudo o que ele ouviu não era fruto de sua mente, nem resultado de alucinações, mas a revelação de Deus ao seu povo, verdadeira e confiável (Ap 1.1; 3.14; 19.9; 21.5). Mas essa afirmação pode ter sido feita por causa de nós, por causa da incredulidade do coração humano de crer no conteúdo deste livro. Assim, o anjo reafirma a João no v.7 “Bem aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro”. Deus Reafirma que o Futuro está Próximo (Ap 22.7). Muitos negligenciam esta palavra de Deus, achando-a demorada. Desde a época apostólica até hoje, muita dúvida tem sido lançada a respeito da volta de Jesus (2Pe 3.4). Por isso, Deus conclui suas últimas palavras e advertências a humanidade, e faz questão de enfatizar “Bem aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro”. Mas você deve estar se perguntando agora: Por que devemos esperar esta promessa. Se Jesus a fez há tanto tempo atrás e até hoje ela não se cumpriu? O que é importante lembrar, é que a Bíblia faz uma conexão entre tempo e eternidade que é de difícil compreensão da mente humana. O apóstolo Pedro em 2Pe 3.8-9, explica essa tenção entre o nosso tempo e o tempo de Deus dizendo: “Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia. Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento”. Não se esqueça “Deus lê o tempo e a história com as lentes da eternidade, enquanto nós temos a vida de forma cronológica”. Cristo está voltando e o propósito de Apocalipse, é providenciar motivação para uma vida de santidade (Ap 21.12-13). Portanto, não deixe o seu coração ficar endurecido em meio à descrença, mas arrependa-se e clame o perdão que Cristo dá. O tempo está próximo, por isso, Deus afirma que a sua Palavra deve ser anunciada (Ap 10.11; 22.10). Deus mostra que sua Palavra Provoca Santidade em Alguns e Rebeldia em Outros(Ap 22.11). Muitos ouvirão a Palavra de Deus, mas poucos sentirão necessidade de refletir a respeito do estado de tristeza de sua alma, e mudarão de atitude com relação a sua vida para com Deus, com relação às coisas espirituais. Aqueles que respondem ao chamado de Deus em arrependimento e fé são zombados pelas suas escolhas, porque os valores sociais e humanos privilegiam quem pratica injustiça. Mas, por amor a Deus, tais pessoas continuam a praticar a justiça. Não se vendem, não se deixam subornar, não negociam valores que são eternos (Ap 22.12). Em Hebreus 11.24-26, olhamos isso na vida de Moises. “Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão”. Deus nos Lembra que ainda é Tempo de Salvação (Ap 22.14). Não existe outro caminho para o céu a não ser que a nossa vida seja purificada pelo sangue do cordeiro. Mas haverá uma hora que será tarde para arrependimento diz Isaías 55.6-7 “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”. O termo “vestes”, descrito em Apocalipse, refere-se ao nosso caráter. Palavra de Deus em Apocalipse é clara com respeito à necessidade de uma vida pura e santa (Ap 22.15). Por isso, o Evangelho é anunciado aqui como um convite para aqueles que têm sede, para aqueles que desejam serem lavados pelo sangue do cordeiro (Ap 22.17). O texto nos mostra de que forma Deus chama as pessoas à salvação: Em primeiro lugar, é o Espírito Santo que nos convida e convence a ir até Cristo. O Espírito Santo é o principal agente motivador para que nos voltemos a Deus. É Ele quem nos convence do pecado, e da justiça e do juízo de Deus (Zc 4.6 “Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos”). Em segundo lugar, a noiva convida você vir até Cristo. A noiva é uma referência clara à Igreja de Cristo. Ela é a boca de Deus para tornar a mensagem da salvação conhecida a todos os homens em todo lugar, sem acrescentar e sem tirar nada da sua Palavra (Ap 22.18-19). Como responder a estas últimas palavras de Deus a humanidade? Entregue sua vida a Cristo hoje., confesse  seus pecados a Ele, e receba o perdão que Cristo dá. Não se esqueça de levar  a sério a Palavra de Deus, nada além da Bíblia deve ser ouvido e vivido por você. Ela traz as palavras de salvação ao homem caído.

A Nova Criação

A Bìblia traz esperança, consolo e advertência. A palavra de ordem em todo a Bíblia não é de caos nem de desespero, mas uma ousada confiança em um Deus que tem todas as coisas debaixo do seu controle e faz todas as coisas conforme o seu querer. Em Apocalipse 21.1-8 fala da obra de Deus sendo refeita, recriada. O capítulo mostra o fim de toda miséria, injustiça, dor e luto. Ao falar do “novo”, João mostra a falência do “velho”, portanto, o apóstolo se refere à nova criação de Deus. Este texto é carregado de esperança na realização da nova criação de Deus, que chega através de um julgamento que cai sobre tudo: Natureza; Humanidade; História e Potências Mundiais. Você provavelmente deve estar se perguntando: O que posso esperar da Nova Criação? Em primeiro lugar, a nova criação representa o fim do Imperfeito (Ap 21.1). O “novo” vem porque o “velho” se tornou antiquado e envelhecido. A Bíblia mostra que o “velho” foi criado perfeito, mas o pecado transtornou todo o cosmos (Rm 8.20-21). Tudo o que enxergamos atualmente está adulterado do seu propósito inicial, por causa do pecado. Por esta razão, a natureza geme e sofre dores de parto, aguardando “novo céu e nova terra”. Em Gênesis 3, no relato da queda do homem, o homem passa a ter medo do seu Criador, perde o prazer de sua comunhão, torna-se marcado pela angústia, medo e fuga. Porém as implicações da queda foram muito além do campo espiritual, atingiu também a alma do homem, o seu mundo psicológico. O homem agora passa a viver uma existência em crise. Sentimentos como medo e fuga, passam agora a fazer parte do seu viver cotidiano. Essa imperfeição em seu ser, começa a manifestar-se nas relações com o próximo, o homem acusa a mulher de ser a responsável pela queda, transfere a sua culpa, nega sua responsabilidade. Apartir da queda, tudo o que vemos está manchado pela corrupção que o pecado trouxe a criação de Deus, tudo que existe está corrompido. Por isso, a nova criação vai restaurar o desejo original de Deus. E esse desejo por Deus é restaurado através de Cristo (2Pe 3.10-13). Em segundo lugar, a nova criação desvenda o fim dos mistérios (Ap 21.1). O mar muitas vezes é descrito como um símbolo de tribulação, revolta e mistério. Quantos segredos o mar oculto? Da mesma maneira olhamos o cosmos e nos surpreendemos com a quantidade de questões que enchem a nossa alma de ansiedade e medo. Por isso, a expressão o “mar já não existe” aqui em Apocalipse, mostra que os mistérios não existirão mais, tudo será desvendado. Será desvendado o problema do infinito; O mistério do porque da existência do mal; O dilema do sofrimento; O mistério da vida. Na nova criação, o mar já não existe. Céu é lugar de transparência, de absoluto conhecimento, tudo é transparente (Ap 4.6; 21.21). Em terceiro lugar, a nova criação estabelece uma comunhão sem barreiras com Deus (Ap 21.3). A Bíblia fala sobre duas realidades: Inferno e Céu. O Inferno é a absoluta ausência de Deus. Céu é a absoluta manifestação da presença de Deus. O inferno é assustador, porque nele Deus não está. No inferno, a angustia é mais intensa, as dores, e o pavor são sentidos sem consolo. É por isso que o inferno é descrito como “lago de fogo e enxofre” (Ap 20.10). Já o Céu é lugar de plena comunhão e realização humana na presença do Criador. Em quarto lugar, a nova criação põe fim a dor e a angústia humana (Ap 21.4). A lágrima nos faz lembrar da angustia da perda, da solidão, do luto, do medo. A morte revela que somos transitórios neste mundo. Na nova criação, já não existirá medo, angustia nem morte, pois as primeiras coisas passaram, eis que se fizeram novas. Em quinto lugar, a nova criação é o ato final da criação divina (Ap 21.6). A expressão “tudo está feito”, mostra a consumação do propósito divino de todas as coisas. Jesus mostra isso na cruz quando Ele exclama “Está consumado” (Jo 19.30). Jesus estava dizendo que tudo estava consumado acerca da obra de redenção que foi efetuada na cruz. O v.6 mostra que o Deus da redenção é o mesmo da criação, assim, a nova criação tem profunda implicação na redenção da criação, porque a história da criação encerra-se com mais um ato criativo de Deus quando se dá a consumação, porque Deus cria até quando está concluindo (Rm 8.21). Podemos concluir que a expressão “estas palavras são fiéis e verdadeiras” mostra que a nova criação não é uma história para crianças dormir, mas Palavra de Deus para toda humanidade, pois somente quem tiver lavado suas vestiduras no sangue do cordeiro, desfrutara do paraíso celestial que Cristo dá a todo que nele crê.

Revelando a Natureza de Deus


Uma pergunta é constantemente feita pelas pessoas: Quem está por detrás do livro de Apocalipse? A resposta é que o livro de Apocalipse revela de inicio a identidade do Pai e do Filho. O Pai é descrito como aquele que transcende os limites de nossa temporalidade “ele é aquele que é que era, e que há de vir” (Jr 29.11). Ou seja, Deus é Eterno (Ap 1.8). Vivemos angustiados porque desconfiamos do caráter santo de Deus e de suas motivações a nosso respeito. Outro fator de profunda angustia é a nossa incredulidade que não considera a existência de um Deus soberano e amoroso. Quando a Bíblia fala que Deus é o “Alfa” e o “Omega”, ela mostra que Ele é o ponto de partida do cosmos, assim como o ponto final de todas as coisas. Deus se revela como um Deus Triuno (Ap 1.4,8; 3.1; 4.5; 5.6). A mensagem de Apocalipse é dada pela Trindade (Gn 1.26). A Trindade mostra que nem Deus, que é auto-suficiente, opta por viver de forma autônoma, mas pelo contrário, em comunidade. A mensagem de Apocalipse descreve Deus como o Todo-poderoso, ou seja, seu poder não é determinado por nenhuma força externa, pois nele existe todo o poder (Ap 4.8; 11.17; 15.3; 16.7,14; 19.6,15; 21.22). Deus é o Senhor de todas as batalhas. Apocalipse revela Deus como o Princípio, o Meio, e o Fim da História (Ap 21.6). Ele é o “Alfa e o Ômega” (Ap 1.8). Não estamos entregues à um destino impiedoso, mas nas mãos de um Deus sábio e gracioso. O livro de Apocalipse descreve Jesus como a Fiel Testemunha (Ap 1.5). Isso porque Jesus é aquele que anunciou as boas novas de salvação (Fp 2.7-8). Jesus veio para testificar as obras de Deus, para revelar o Pai e torná-lo conhecido entre os homens (Jo 1.18; 5.30,37; 8.28,38; 10.36). Ele é o Cordeiro de Deus, designado à morte (Ap 13.8). Jesus é também o Primogênito dos Mortos (Ap 1.5; Cl 1.18; 1Co 15.20). Isso mostra que Jesus veio exercer vitória sobre a morte, trouxe novas perspectivas à eternidade humana (Hb 2.14-15). Apocalipse mostra também Jesus como o Soberano dos reis da Terra (Ap 1.5-8). Todas as figuras relacionadas a Jesus neste capítulo reivindicam honra, glória, dignidade, soberania e majestade (Ap 19.15-16; Hb 2.8). Jesus é descrito como aquele que tem as chaves da morte e do inferno (Ap 1.18; 1Pe 3.19). Jesus também é descrito como nosso Libertador (Ap 1.5). Jesus nos substituiu na cruz, morrendo pelos nossos pecados (1Co 15.3; 1Pe 3.18; Hb 9.28). A purificação de nossos pecados se dá pela obra de Cristo na cruz (Ap 7.14). Jesus nos liberta de nossa vergonha, pecado e culpa. Entender a obra de Cristo na cruz, é um dos caminhos mais libertadores para a alma humana (Ap 7.13-14). Apocalipse mostra que Jesus criou um povo especial para glorificar o nome de Deus (Ap 1.6; 20.6; 1Pe 2.9). Podemos então concluir, que a maior revelação que podemos ter na vida não esta relacionada a eventos escatológicos em si mesmos, antes, a maior revelação que podemos ter é aquela que leva a entender quem Jesus é, o que ele veio fazer entre nós e sua obra substitutiva, expiatória e sacrificial por nós (1Tm 1.15).


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Descansando em Deus em meio as Tempestades

As tempestades de problemas vez ou outra aparecem em nossa vida para entendermos que há muita diferença entre atravessar uma tempestade dentro da vontade de Deus, e atravessar descansando na vontade de Deus. O texto de Atos 27.20-26 mostra isso claramente, porque mostra um homem que descansava na vontade de Deus, porque tinha conhecimento, intimidade com esse Deus. Paulo descansava em meio às tempestades da vida, porque sabia para onde ia, ele vivia a vontade de Deus. Ele sabia que ir para Roma era vontade de Deus. Paulo sábia que o fato de estar preso era vontade de Deus, estava nos planos eternos de Deus. O Senhor Jesus quer que eu e você façamos a vontade dele, mesmo abandonados, mesmo doentes, mesmo perseguidos, mesmo incompreendidos, mesmo presos. Porém, quantos hoje estão fugindo de Deus, fugindo dos compromissos, fugindo do chamado de Deus para sua vida. Paulo sabia que a sua prisão fazia parte do plano de Deus. Na prisão ele animou crentes desanimados, influenciou pessoas, orou, aconselhou, advertiu, encorajou, foi usado por Deus. Ele se entregou à vontade de Deus, se entregou ao chamado de Deus. É interessante que em meio à tempestade, Paulo não reclama, não murmura, mas ora por todos. Fala do povo para Deus, e de Deus para o povo. Ele sabe que tem que buscar forças em Deus. Ele vê o vento, a tempestade e sabe que vai chegar. Paulo não diz “a tempestade está amarrada”. Ele vê a soberania de Deus nos eventos da natureza. Precisamos assim como Paulo, exercitar a nossa fé em Cristo em meio às tempestades da vida da seguinte maneira. Precisamos ser realistas com a vida (At 17.9-11, 33-34). Seja realista, nada acontece a nós, se não for propósito de Deus (Rm 8.28). Além de realista, seja positivo em suas atitudes (At 27.21,22). Não fique a criticar e reclamar, mas busque em Deus solução, em meio aos problemas diga “tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13). Mude também o seu senso de valor (At 27.22b). Muitas vezes, damos mais valor a coisas do que as pessoas. Mais valor ao carro do que a família. Mais tempo para o trabalho do que para os filhos. Além disso, não se esqueça de acreditar no agir de Deus em meio às tempestades da vida (At 27.23-26). Saiba que existe um Deus que se relaciona conosco, que intervém na nossa vida sempre, esse Deus comando tudo. Por isso, acredite no seu chamado (At 28.8,9), no chamado para ser um mensageiro das boas novas de salvação. Portanto, em meio às tempestades da vida, não fique a reclamar e achar que você é um coitadinho, mas pelo contrário, saiba que em Jesus nós somos mais que vencedores. Então visite os enfermos e ore por eles. Fale de Jesus com autoridade para seu vizinho, colega de trabalho, colega de escola ou faculdade, ministre a Palavra de Deus para sua família, e veja o mover do Senhor Jesus Cristo na sua vida, e na vida das pessoas a sua volta.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Situações que Nos Levam a Negar a Cristo

A história de Policarpo me fascina, ele era bispo da Igreja de Esmirna, aquela de Apocalipse 2.8-11, ele foi discípulo de João. Fiel até a morte, esse venerável líder foi queimado na fogueira no ano de 155 A.D. Foi – lhe ordenado dizer: “César é Senhor”, mas ele se recusou. Levando ao estádio, o procônsul instou com ele: “Nega a Cristo; nega-o e eu o porei em liberdade”. A isso Policarpo respondeu: “Por 86 anos eu o tenho servido e Ele jamais me causou qualquer mal: como, pois, eu poderia blasfemar contra meu Rei e meu Salvador?” Quando o procônsul novamente o pressionou, o velho homem respondeu: "Visto que em vão instas que eu o negue, juro pela prosperidade de César e ignore não conhecer quem sou e o que sou, declaro aqui com ousadia, que sou Cristão!” Pouco depois o procônsul disse: “Tenho feras selvagens à minha disposição; e eu o lançarei às feras caso não te arrependas. Eu o farei ser consumido pelo fogo uma vez que desprezas as feras, se não te arrependeres”. Mas Policarpo disse: “Ameaças-me com o fogo que pode durar por uma hora e, então, se apaga, mas ignoras o fogo do julgamento vindouro e a punição eterna reservada para os ímpios. Por que demoras? Faça sua vontade”. Logo depois Policarpo foi queimado na fogueira. Você já negou a Jesus? Muitos pensam que negar a Jesus é o fato de quando somos perguntados se acreditamos em Jesus Cristo, a nossa resposta ser “não”, daí estaremos negando a Cristo. Mas é muito mais que isso, no dicionário Aurélio encontramos entre outros significados o de não reconhecer, ou seja não reconhecer Jesus como o seu Senhor e Salvador. No Evangelho de Lucas 22.54-62 mostra os sacerdotes e os escribas, planejando como iriam tirar a vida de Jesus. Do versículo 3 ao 6, Lucas mostra Judas traindo a Jesus por trinta moedas de prata (Mt. 26.15). No versículo 34 Pedro é avisado por Jesus, que ele o negaria três vezes. Do versículo 39 ao 46 Lucas mostra Jesus no Getsêmani, em profunda agonia, Pedro se encontrava ali (Mt. 26.37). Neste mesmo local ocorre à prisão de Jesus, versículo 47 a 53, João 18.10 mostra Pedro sacando da espada e ferindo um dos saldados, e depois fugindo (Mt. 26.56), deixando Jesus sozinho. Pedro novamente aparece nos versículos 54 a 62, essa passagem mostra Pedro enfrentando uma situação dificílima em sua vida, negar a Cristo e optar pela sua vida ou confirmar sua fé e morrer juntamente com Cristo. Ele optou por negar Jesus por três vezes. No lugar de Pedro o que você faria? Pense e seja sincero Deus conhece os seus pensamentos e o seu coração. É diante do exemplo negativo de Pedro, que eu gostaria de falar com os amados, sobre as Situações que Nos Levam a Negar a Cristo. A primeira situação ocorreu quando Pedro assentou na roda dos escarnecedores. (vs. 55). O Salmo 1 diz: “Bem aventurado o homem que não se detém no caminho dos pecadores nem se assenta na roda dos Escarnecedores”. A palavra “Escarnecedor significa uma pessoa que vive a zombar de outra pessoa, uma pessoa que não tem reverencia, respeito, muito menos temor a Deus”. Parece que Pedro não deu atenção a isso. Os guardas, os criados do sumo sacerdote e as pessoas que se encontravam no pátio da casa do sumo sacerdote estavam a zombar de Cristo. Junto dessas pessoas se encontrava Pedro, sentado junto a eles, compartilhando do mesmo fogo que os aquecia do frio que tomava conta das noites em Jerusalém. Pedro literalmente estava compartilhando da roda dos escarnecedores, e isso foi um fator importantíssimo para ele negar a Cristo. Sendo assim ele se colocou no meio dos zombadores (v.55), quando Pedro se colocou no meio deles, ele se expôs a tentação de negar a Cristo. Pedro quando perguntado sobre ser um dos discípulos de Jesus, começou praguejar a Cristo (Mc. 14.71). Isso acontece porque quando andamos com pessoas que não temem a Deus, nos momentos de incertezas de nosso coração, somos tentados a sermos levados pelas influencias do meio ao qual estamos, e essa influência caracteriza as nossas manifestações tanto internas como externas, e foi isso que aconteceu com Pedro, e assim ele não reconheceu a Jesus como seu Senhor. Tudo isso aconteceu porque Pedro começou a seguir Jesus de longe (vs. 54), talvez ele estivesse com medo de alguém o reconhecer como um discípulo de Jesus. Eu não sei como está a sua vida, mas, talvez você esteja como Pedro, seguindo Jesus de longe, levando uma vida que não agrada ao Senhor, talvez você esteja deixando as coisas de Deus para depois, não ligando muito para a Palavra de Deus, não querendo ser intimo do Senhor, não querendo ser reconhecido como crente, talvez porque isso pode pegar mal no local onde você trabalha, o seu chefe pode não gostar, ou quem sabe os seus amigos podem começar a zombar de você, é, ser ridicularizado por causa de Cristo não vale a pena. É talvez isso deva estar acontecendo com você hoje. Seguir Jesus de longe é separar-se de Cristo e ajuntar-se aos ímpios. Desde que Pedro começou a seguir a Jesus de longe, ele não tinha mais forças nem razão para evitar a companhia dos perversos inimigos de Jesus. Quando buscamos a companhia dos ímpios, nós somos tentados a não reconheceremos mais a Jesus como nosso Senhor. E foi isso que aconteceu com Pedro. O fato é que isso tudo aconteceu porque Pedro não deu ouvido ao alerta de Jesus sobre a oração. Pedro negligenciou a oração, diante do aviso de Jesus sobre o dever de orar para se livrar da tentação, o apóstolo se deixou levar pelo cansaço da carne (vs. 45-46). Mais uma vez o Senhor Jesus estava advertindo a Pedro, sobre os momentos de provações que o apóstolo iria passar, mas Pedro não deu ouvidos à palavra do Senhor. Note o vs. 45 mostra Jesus encontrando os discípulos dormindo de tristeza, essa tristeza o grego define não como magoa ou dor, mas uma tristeza emocional, que pode ser traduzida como cansaço. Talvez porque estivessem a um longo tempo esperando Jesus voltar de sua oração, pois já era tarde, mais ou menos meia-noite ou mais. Quantos de nós não deixamos de orar porque estamos cansados do dia de trabalho, estudos, preocupações ou por puro relaxo. Quando paramos de orar estamos propícios a negar a Cristo, pois começamos a viver a vida dos ímpios, e esquecemos de viver para Cristo. Isso acontece porque começamos a não dar crédito à Palavra do Senhor. A segundo situação, ocorreu quando Pedro não deu crédito à Palavra do Senhor. (v.61). Pedro quando alertado por Jesus sobre a sua fé, disse “Senhor estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte”, ele estava demonstrando naquele momento a sua autoconfiança, mas essa autoconfiança não era na palavra de Jesus, mas nele próprio, Pedro, ele não reconhecia a sua extrema fraqueza espiritual. O seu orgulho falava mais alto, o grande pescador não queria aceitar a sua pequenez, e ver que é o Senhor ao qual está a sua frente que capacita os descapacitados. Pedro não deu ouvidos ao aviso do Senhor Jesus sobre Satanás, não quis ver que o Maligno é um inimigo furioso, ele não deu crédito à Palavra do Senhor Jesus, Pedro não deu atenção à placa de sinalização levantada por Jesus. Mas o Senhor Jesus no vs. 33, diz “Afirmo-te, Pedro, que, hoje, três vezes negarás que me conheces...”, Jesus está lembrando a Pedro, que a força semelhante à rocha não é encontrada na confiança própria, mas no Senhor. Isso me faz pensar, quantas vezes tentamos resolver nossos problemas confiando em nós mesmos, e menosprezando à Palavra de Deus. Pedro também foi assim, só que no momento pior de sua vida ele correu de medo (Mt 26.56), ele não confiou em suas forças, porque certamente viu que ele não era nada sem o Senhor. Um sinal que nós mostra quando estamos confiando em nós mesmos e não no Senhor Jesus, é quando paramos de orar e começamos a dar mais crédito a palavra dos homens, do que a de Deus. E assim somos tentados a ceder as pressões que o mundo exerce sobre nós. Quando Pedro se encontrava no meio daqueles que zombavam de Jesus, algo impactante aconteceu, Jesus olhou para o aglomerado de pessoas onde Pedro se encontrava, esse olhar foi como uma flecha ao encontro do coração de Pedro. O v.61 mostra esse olhar fuzilante de Jesus, direcionado a uma única pessoa, é a Pedro. Foi um Olhar de Reprovação. Pensemos com que aspecto de repreensão Cristo olhou para Pedro. Foi um Olhar de Lembrança. Jesus estava dizendo: “lembra das minhas palavras, do meu alerta? Você não deu crédito, achou que ela não era verdadeira. E agora você crê?”. Foi um Olhar de Admoestação. Era Jesus dizendo: “você que bateu no peito e disse que estava disposto a confessar-me como Filho de Deus, e prometeu-me de modo solene jamais me negar, o que fazes agora?”. Foi um Olhar de Compaixão. Jesus mostrando que se Ele não ajudar o homem caído pelo pecado a levantar do seu estado, esse homem jamais consegue por sua própria força levantar. Foi um Olhar Significativo. Significava a passagem da graça ao coração de Pedro, para capacitá-lo ao arrependimento. O olhar de Cristo fez com que Pedro tivesse consciência do seu estado ao qual se encontrava. Não foi o olhar de Cristo que restaurou a Pedro, mas sua graça maravilhosa, que estava contida nesse olhar, o capacitou a arrepender-se e chorar amargamente a sua falta de fidelidade para com o Senhor Jesus. Estas situações mostram um caminho pelo qual não devemos andar. Diante disso faça um compromisso sério hoje com Jesus, segui-lo de uma vez por todas. Chega de orgulho, incredulidade, esqueça o que o mundo vai pensar de você, e entregue o seu caminho a Jesus. Deus nos concede oportunidade de nós começarmos de novo, as oportunidades em Deus são ilimitadas, sempre a possibilidades de um recomeço. Pedro olhou para o seu fracasso, e viu nele uma oportunidade para um recomeço, ele aprendeu com o seu erro, ele viu que ainda existe esperança para o homem, essa esperança é Jesus. A vida com Deus é simples e de total dependência dele. Pedro era um homem, vaidoso, arrogante, orgulhoso. Mas quando teve um encontro verdadeiro com Cristo e passou pela lição de humildade, ele entendeu, que ele não era nada, Cristo sim, é que era tudo. Pare de viver longe de Deus, olhe para a Cruz de Cristo, e veja que viver com Cristo é viver na sua dependência. Sem oração não há comunhão com Deus. Enfrentamos as maiores dificuldades na vida quando abandonamos a nossa vida devocional. Aquele que não ora, não tarda â um dia, negar a Jesus. Não viva a achar que não precisa orar porque Deus já sabe, se Deus não quisesse que você orasse, Jesus não tinha alertado a Pedro a orar para não cair em tentação. O crente tem que aprender que viver para Cristo é viver de joelhos, buscando sempre a vontade de Cristo, agradecendo a Ele por todas as suas maravilhas. Não fique sem orar, dobresse diante do Senhor e aprenda a viver na sua dependência. Não ceder as pressões do mundo. Muitos crentes cedem as pressões do mundo, e para serem aceitos em suas rodas de relacionamento, abrem mão de Jesus. Trocam o amor de Jesus por uma mesa cheia de cerveja, por uma noite de amor em um desses motéis da vida, etc. Outros são levados pelas suas vaidades, que se encontram extremamente ligadas com as do mundo, mas quando buscamos ser guiados pela humildade de Cristo, somos levados a vencer as pressões do mundo. Pare de achar que você é vitima, pare de olhar para os lados. Olhe para você, reconheça o seu estado, olhe para frente, olhe para Cristo. Somente em Jesus podemos vencer, Ele não te desampara jamais, creia nisso e seja feliz com Jesus.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Humildade do Amor

Vivemos em uma época, onde as pessoas estão muito egoístas. Muitos consideram o orgulho como uma virtude a ser praticada. O orgulho pode ser definido como o elevado conceito que alguém faz de si próprio, ou seja, vaidade. E a vaidade se característica no desejo exagerado de atrair admiração das pessoas a nossa volta.
Assim, no mundo atual em que vivemos as pessoas vêem o orgulho como algo bom, porque mostra que a pessoa é forte, e olham para a humildade como uma fraqueza. Ser uma pessoa humilde hoje significa ser fraco.
O que as pessoas esquecem, é que ninguém pode sobreviver ao orgulho desenfreado, porque todos nós dependemos de relacionamentos. É por isso, que a amizade, o casamento e a família tem padecido. Quando só pensamos em nós a unidade é quebrada, e ai não existe comunhão.
Quando não sabemos o que significa comunhão, não sabemos o que significa amar a Deus sobe todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Porém, as Escrituras Sagradas mostram a nós, que o egoísmo, o orgulho próprio não tem lugar na vida cristã.
Jesus ensina com veemência, que o orgulho próprio é um câncer da alma que necessita ser eliminado do nosso ser. Podemos ver isso, de uma forma bem clara no capítulo 13 do Evangelho de João.
Assim, nesse dia, eu gostaria de junto com os amados olhar para este texto das Escrituras Sagradas, e juntos aprendermos a respeito da Humildade do Amor.
O capítulo 13 do Evangelho de João marca um momento decisivo no ministério de Jesus. Isso porque o ministério público de Jesus junto ao povo de Israel e principalmente os discípulos, tinha terminado.
No primeiro dia da semana, Jesus tinha entrado em Jerusalém ovacionado pelo povo, só que estes que o aclamavam, não tinham ainda entendido o seu ministério e sua mensagem.
Isso fica bem claro, quando olhamos para as Escrituras, e vemos que na época da Páscoa, quando os Judeus comemoravam a libertação de Israel sobre o domínio egípcio, o Senhor Jesus foi rejeitado e executado, isso porque o povo não tinha entendido a mensagem de salvação de Cristo (Jo 1.11).
Mas, Deus, transformaria essa execução no grande e final sacrifício pelo pecado, e Jesus morreria como o verdadeiro Cordeiro Pascal. Mas Jesus não está preocupado com sua morte, antes, ele quer mostrar aos seus discípulos a Humildade do Amor.
Não nos enganemos, somente a absoluta humildade pode gerar o amor absoluto. Porque é a humildade do amor que o prova e o faz visível.
Devemos entender que a humildade do amor leva-nos a amar em ações e em verdade. Isso fica bem claro no versículo 2, quando notamos, que no coração de Judas não existia um amor real por Cristo, pelo contrário, Judas tinha era amor por si próprio, ele não queria o bem de Jesus, ele queria era o seu bem, e Jesus sabia disso, ele sabia o que estava no coração de Judas, ele sabe o que está em meu coração, em seu coração agora.
É interessante notáramos também, que todas as vezes que as pessoas agiam com desprezo para com Jesus, ele reagia com amor. Prova disso, é que veremos Jesus ajoelhado aos pés de Judas, lavando seus pés (Jo 13.4-5). Amados o que aprendemos com Jesus, é que o orgulho não tem capacidade para amar. O amor tem que ser mais do que palavras. O amor real é expresso em ações e não em palavras somente (1Jo 3.18).
A humildade do amor leva-nos a entender a Graça de Deus derramada sobre nós. Jesus Cristo mostra isso quando ele usa a expressão “se eu não te lavar, não tens parte comigo”, é que ele veio para nos salvar, e não o contrário, ele morreu para ele e viveu para nós. Ou seja, ele não olhou para sua glória, mas para a glória do Pai, e a glória do Pai seria manifestada em nossa salvação (Tt 3.4-7).
A humildade do amor Cristo, é evidenciada em nossa vida todos os dias, mesmo quando pecamos, e nos sujamos com a poeira desse mundo, Ele concede perdão através da sua graça (1Jo 1.9).
Notamos também que nem todos entendem a respeito dessa graça olhe a expressão no versículo 11 “nem todos estais limpos”. Existem pessoas que estão na igreja, que estão aqui hoje, que têm andado por muito tempo com Cristo, porém não entregaram sua vida a Cristo, e continua sem saber como é a alegria de ser um alvo da maravilhosa graça de Cristo.
E isso tem acontecido porque o seu coração continua orgulhoso, e não quer se ajoelhar diante do Salvador através da humildade do amor.
A humildade do amor leva-nos a servir o nosso próximo. Em João 13.12-17, Jesus chama a atenção dos seus discípulos, para que eles demonstrem a humildade do amor. Assim, Jesus demonstra que servir é amar. E ele próprio mostra isso, o Senhor da Glória, assumindo a forma de um servo, de um escravo dos seus servos, e começa a lavar os pés empoeirados dos seus discípulos pecadores.
Esse exemplo de Jesus valeu mais que mil palavras, foi algo que os discípulos jamais esqueceram. O que Jesus está mostrando para seus discípulos e para nós no versículo 15, não é que você tenha que lavar os pés das pessoas, mas que eu e você devemos praticar a humildade de Cristo. Essa humildade que Jesus ensina, é uma humildade prática que governa cada área de nossa vida, cada dia da nossa vida, cada experiência da nossa vida.
O resultado da prática da humildade do amor é sempre um serviço de amor, realizando as tarefas menores e humilhantes aos nossos olhos, não para a glória, não para o nosso orgulho, mas para a glória de Deus em Cristo (Jo 13.16-17).
Quanto mais você se aproxima de Deus, mais você tem que buscar o bem do seu próximo. E você quer ser abençoado com satisfação e felicidade? Então, comece hoje a desenvolver um coração de servo. Desça do seu orgulho. E não se esqueça, aprenda a estar pronto a sofrer qualquer indignidade para servir a Cristo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Buscando a Palavra de Deus.

Em Tiago 1.19-2.13 a Palavra de Deus exorta-nos a respeito do perigo da pessoa se enganar acerca da sua própria espiritualidade. A espiritualidade que agrada a Deus é aquela que fala pouco e houve mais. Tiago está mostrando que todo cristão tem que estar pronto para ouvir e ser prudente no falar, pois isso é uma marca da verdadeira espiritualidade. Que agrada a Deus. A Bíblia fala do perigo de falar muito (Mt 12.36-37, Pv 10.19, 15.1, 17.27-28). Palavras em excesso geralmente vêm acompanhadas de um espírito irado e raivoso (Tg 1.20, Gl 5.20 e Ef 4.27). Tiago mostra que se uma pessoa não consegue controlar a língua a sua religião não tem valor (Tg 1.26). Portanto, Tiago mostra aos seus leitores que o segredo da verdadeira espiritualidade consiste em aprender a ouvir e praticar a Palavra de Deus (Tg 1.26). Assim Tiago mostra quatro lições importantíssimas a respeito da Palavra de Deus, para aqueles que pretendem ter uma espiritualidade que agrada a Deus. Em Primeiro Lugar a Palavra de Deus Gera Vida. O segredo está no ouvir, e, no praticar (Tg 1.18, 21-22). É preciso meditar na Palavra de Deus dia e noite fortalecidos em todo o tempo (Sl 1.2-3 e Jr 17.8). Em Segundo Lugar a Palavra de Deus Produz Santificação. A Palavra de Deus é purificadora (Jo 15.3; Ef 5.26 e Tt 3.5). Jesus falou que ouvir e praticar a Palavra de Deus dá estabilidade nas provações e tentações (Mt 7.24-25). Somente aqueles que estão firmados na Palavra é que resistem ao dia mal. Em Terceiro Lugar a Palavra de Deus é Reveladora. A Palavra de Deus é o espelho de Deus que revela nossas imperfeições (Tg 1.23-24). Jesus falou que ouvir e praticar a Palavra de Deus dá estabilidade nas provações e tentações (Mt 7.24-25). Somente aqueles que estão firmados na Palavra é que resistem ao dia mal. Em Quarto Lugar a Palavra de Deus é Fonte de Felicidade. A Palavra de Deus é lei perfeita e lei da liberdade (Tg 1.25). Tiago faz uma comparação da pessoa que ouve e pratica a Palavra de Deus, e aquele que ouve e não pratica. O que ouve e pratica, considera tudo atentamente e persevera na pratica. O que ouve e não pratica, ouve e se esquece do que ouviu. Quando ouvimos e praticamos a Palavra de Deus, estamos obedecendo, o obedecer a Palavra de Deus gera em nós restauração espiritual (Sl 19.7, 119.45, Jo 8.31-32). Podemos concluir da seguinte maneira: Ser religioso para Tiago trata-se de uma atitude espiritual de amor a Deus e obediência à sua Palavra. Pois para Tiago religião é o culto da vida diária do cristão, é o oferecimento do corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12.1-2). Assim Tiago traz três aplicações: Primeiro o sacrifício da língua: A língua ou a maneira de falar revela como está o coração da pessoa (Mt 12.34-35 e Tg 3.1). Precisamos consagrar o nosso coração e a nossa língua (Sl 141.3-4); Segundo sacrifício a prática do bem: Palavras e discursos não substituem o nosso serviço (Hb 13.1). Precisamos demonstrar uma religião na pratica, amando e visitando os necessitados (Mt 36 e 43); Terceiro o sacrifício santificação pessoal: Guardar-se de ser corrompido pelo sistema de valores da sociedade sem Deus: Cada Cristão é responsável pela sua santificação (2Pe 3.14, Rm 14.12). A sociedade sem Deus é uma poderosa fonte de perdição: A sociedade sem Deus tenta corromper o cristão através das Amizades (Tg 4.4), do Amor pelo mundo (1Jo 2.15-17) e da Conformação pelo mundo (Rm 12.1-2). Não se esqueça só através da pureza e de nossa santificação, é que vamos impactar o mundo com a Palavra de Deus (Mc 5.13).

Somos Arautos de Deus

Como ministros do Senhor nós pastores temos como obrigação buscarmos trazer para a Igreja o correto significado da Palavra de Deus, e não aquilo que achamos ser o correto. Quando se fala de conhecer o verdadeiro significado da Palavra de Deus, não estamos abrindo mão da dependência de Deus, através da oração, pelo contrário, uma vida séria de oração, leva-nos a um estudo sério da Palavra de Deus. Já um estudo relaxado da Palavra de Deus leva o leitor da Bíblia, a querer achar coisas ocultas na Bíblia, tendo assim um estudo supersticioso da Palavra de Deus, e se esquece que a Bíblia é a pura revelação de Deus ao homem, a chamada “Revelação Especial”. O estudo sério da Palavra de Deus, é fundamental para uma saudável compreensão da Palavra de Deus. Um estudo relaxado da Palavra de Deus leva o leitor da Bíblia a inventar significados que não estão na Bíblia, deixando de lado o verdadeiro significado da Palavra de Deus, essa ação maléfica chama-se alegoria. O que muitas vezes acontece é que a alegoria, ou a errada compreensão do real significado da Palavra de Deus, leva algumas pessoas a desenvolverem doutrinas em passagens bíblicas, onde não existe, levando-a ao descrédito. Para que a Bíblia não entre em descrédito, temos alguns princípios que deverão nortear o estudante sério da Palavra e Deus. Um dos princípios é não esquecer que a Bíblia é a revelação de Deus, e tem um significado. Que todas as passagens bíblicas são compostas de texto e seu contexto, seja anterior ou posterior. Por isso é importante que o leitor da Bíblia tenha um conhecimento de todo o livro que está lendo, lembrando que a Bíblia é uma coletânea de sessenta e seis livros que forma um único livro. Esse livro foi transmitido, através de uma literatura específica, onde existe um sentido gramatical do texto. Esse sentido gramatical vem acompanhado de um contexto histórico. Esse contexto histórico mostra quem escreveu o texto. Para quem escreveu. Quando escreveu. E por que escreveu. Assim, para se ter um estudo sério da Palavra de Deus, é importante fazermos perguntas para o texto bíblico e entendermos a linha histórica onde o texto bíblico está inserido. Quando estudamos seriamente a Palavra de Deus, aprendemos que, se existe uma passagem bíblica de difícil compreensão, sempre teremos uma de fácil compreensão, que explicara a de difícil compreensão. Por isso, é vital compararmos a Escritura com a Escritura, porque a Escritura de Gênesis a Apocalipse apontam para o Salvador que é Cristo, seja diretamente ou indiretamente. O grande tema da Bíblia é Cristo, assim, toda pregação, todo estudo, toda leitura tem que ser Cristocêntrica, porque o estudo sério da Palavra de Deus leva-nos a Cristo. Assim, temos alguns princípios importantes para sermos leitores fiéis das Sagradas Escrituras: Ler a Bíblia por completa, capa a capa; memorizando versículos e passagens; Ler bons livros cristãos; Desenvolver uma vida de comunhão com o Espírito Santo, pois é Ele que ilumina nossas mentes para entendermos a Palavra de Deus.
Não se esqueça que você como crente em Cristo, é um arauto de Deus, você foi chamado para transmitir as boas novas de salvação em Cristo, por isso, nos esforcemos no estudo da Palavra de Deus.

Você sabe o que Significa ser um Cristão?

Você sabia que à Bíblia diz que você deve nascer de novo para ir ao céu (Jo 3). Além disso, à Bíblia também diz que sem santidade você nunca verá Deus (Hb 12.14). Você sabe o que significa ser um Cristão? Existem algumas pessoas que imaginam ser cristãs quando não são, e outras pensam que não são cristãs quando realmente são. Cristianismo é muito mais do que um nome. A Bíblia fala sobre algumas pessoas que reivindicaram ser cristãs, mas não nutriam uma vida cristã verdadeira. Lamentavelmente, existem muitas pessoas que professam ser seguidoras do Senhor Jesus Cristo, mas demonstram através do modo que vive nunca terem conhecido a Cristo. Eles podem alegar conhecer a Deus, mas suas vidas negam isto. De fato, o Senhor Jesus advertiu que é possível igualmente pregar e realizar milagres em seu nome sem vida cristã real (Tt 1.16; Mt 7.22,23). Afinal de contas, como podem as pessoas dizerem que Deus as salvou dos seus pecados quando elas não os abandonaram? Algumas pessoas entendem que o fato de já serem batizadas a tornam um cristão. Essa idéia é muito comum. Muitas pessoas pensam que porque passam por uma forma de batismo são filhas de Deus e seguramente vão para o céu. Mas se o batismo realmente fez de você um cristão e você mereceu o favor de Deus, tudo o de que você precisaria para ir para o céu seria um certificado de batismo. Milhões de pessoas são batizadas, mas o Senhor Jesus Cristo disse "estreita é a porta e difícil o caminho que conduz à vida, e existem poucos os que a encontram" (Mt 7.13,14). Ele também fala de buscar, bater e se esforçar para entrar no céu (Mt 11.12; Lc 13.24). Tudo isto seria completamente desnecessário se o batismo fosse tudo o de que precisamos. Batismo é um sinal do que Deus faz por nós. Em si mesmo não é nada. Batismo é bom, mas não é nenhum substituto da completa e poderosa mudança que Jesus chamou "nascida de novo" (Jo 3.7). A Bíblia mostra que os judeus escribas e fariseus eram extremamente interessados em um modo de vida puro. Porém o Senhor Jesus Cristo declarou "A menos que a justiça de vocês exceda a justiça dos escribas e fariseus, de jeito nenhum vocês entrarão no Reino dos céus." (Mt 5.20). Você não tem de ser um cristão para viver uma vida pura. Bem antes de tornar-se um cristão, o apóstolo Paulo pôde alegar que era irrepreensível no seu estilo de vida (Fp 3.6). Mas isto não era suficiente. Vida honesta nunca salvou ninguém, pois o que pode salvar é Cristo somente (At 4.11-12). Amado não se engane, à Bíblia mostra que ser religioso não é suficiente para salvação, porque é possível ter uma forma de religião sem ter tido um encontro real com Cristo, uma experiência viva com o Criador (2Tm 3.5). Você pode fazer longas orações, ouvir vários sermões, jejuar, e fazer outras coisas para servir a Deus, mas sem um encontro real com Cristo, isso nada vale, é necessário ter uma vida cristã real em Cristo (Mt 23.14; Lc 18.12; Mc 6.20; Is 1.11). Conversão a Cristo, envolve muito mais do que ir à igreja, ser generoso com seu dinheiro e fazer suas orações. Você pode fazer todas estas coisas, e ainda assim não pertencer a Deus, como era o caso do jovem rico (Mt 19.16-22). Além disso, à Bíblia ensina também, que é possível ter uma mente culta com respeito às coisas de Deus, e ainda assim mesmo não querer tornar-se um cristão (Mc 6.20; At 24.25; Hb 6.4). Existe uma clara diferença entre convicção e conversão. Algumas pessoas imaginam que são cristãs simplesmente porque elas pararam de cometer um pecado particular, desistido de um vício ou distanciado a si mesmos de certas influências do mal. O grande problema, é que enquanto a consciência está perturbada, muitos orarão, lerão a Bíblia, ouvirão pregações e desistirão de alguns de seus prazeres pecaminosos, mas tão logo elas não sintam mais nenhuma convicção, irão diretamente voltar para seus pecados. Nunca houve um grupo de pessoas mais religioso do que os judeus quando a mão de Deus estava contra eles, porém quando seu período de sofrimento terminou, eles invariavelmente se esqueceram de Deus novamente (Ne 8). Você pode ter mudado o seu modo de vida e ainda assim ser exatamente a mesma pessoa no coração. Sabe por quê? Porque você não teve ainda uma experiência de entrega total a Cristo. Você ainda não percebeu que nada está bem entre você e Deus, e que você necessita entregar a sua vida urgentemente a Cristo. Por isso, é melhor você perceber a situação em que você está agora, e largar suas falsas esperanças e entregar-se a Cristo (Is 55.6-11). Não se esqueça que existem muitas coisas que são boas em si mesmas, mas não fazem de você um cristão, e não salvarão você. Faça o que a Palavra de Deus nos diz em Lamentações 4.39-42, examine-se a si mesmo e volte-se para o Senhor com todo o seu coração, porque se Deus não o transformar, você estará perdido. Você deve pedir a Deus, que o faça arrepender-se de seus pecados e ser converter o seu coração a Ele. Volte-se para o Senhor, entregue sua via a Jesus Cristo hoje. Receba seu perdão e nova vida. Se entregue inteiramente a ele e viva uma vida santa ou, do contrário, você nunca verá a Deus. Se você permanecer como está, sofrerá a morte eterna com certeza.

A Implantação de Igrejas no Brasil

O censo de 2000 constatou que 15% da população brasileira era evangélica. Fazendo uma projeção para o final de 2003 seria de 18%. Em nove anos, o número de brasileiros que se declarariam evangélicos seria o dobro. Se o mesmo ritmo de crescimento constatado na última década se repetir, ousamos afirmar que até o ano 2022 o Brasil se tornará 50% evangélico.
Na década de 80, o grupo religioso que cresceu mais rapidamente foi o das pessoas sem religião ou sem declaração de religião. Nos anos 90 foram os evangélicos. Isto pode indicar que ser evangélico está se tornando uma opção mais aceitável dentro da sociedade brasileira.
Diante disso, necessitamos urgentemente, buscar expandir o Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Para isso, necessitamos ter em mente alguns princípios elementares para a evangelização, e conseqüentemente implantação de igrejas em todas as localidades do nosso imenso Brasil e do mundo, cumprindo assim a Grande Comissão de Mateus 28.18-20. Mas, onde estão os evangélicos?
A presença evangélica varia muito conforme a região do país. Em alguns estados temos índices inferiores a 10%, em outros, mais de 20%. A região Sul do Brasil tem um crescimento pequeno: de 3 a 6% nos diferentes estados. A região Nordeste é a única região do Brasil que ainda possui estados que apresentam uma porcentagem menor do que 10% de evangélicos. Na região Norte tem os estados com as maiores porcentagens de evangélicos, ao lado do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Existem aproximadamente 150 mil igrejas evangélicas de todos os tipos. Entretanto, pesquisas de campo mostram que aproximadamente apenas um terço dos evangélicos estão nas igrejas num domingo típico. Cada região do País tem seus próprios desafios. Está comprovado que pelo menos 80% das pessoas em cada região não tem nenhuma participação na Igreja. As regiões Norte e Centro-Oeste têm a maior presença evangélica. As regiões Nordeste e Sul, de outro lado têm a menor presença evangélica. O Sudeste tem os grandes desafios que vêm com a urbanização e a concentração de população. A Igreja Evangélica do Brasil não é bem distribuída. Em todas as cidades e áreas rurais pesquisadas, foram encontrados lugares com muitas igrejas ao lado de outros com poucas. As regiões urbanas têm experimentado maior crescimento que as áreas rurais. A Igreja tem crescido mais entre os pobres do que entre os ricos. Vários grupos étnicos não foram ainda alcançados (tanto imigrantes quanto tribos indígenas). É urgente a necessidade de uma visão missionária pautada nas Escrituras Sagradas, para alcançar as partes do Brasil e do mundo que ainda não foram alcançadas. Por isso, é necessário seguirmos alguns princípios:
a. Identificar os lugares que ainda não foram alcançados.
b. Treinar líderes para as igrejas já existentes e para as que vão surgir.
c. Motivar as igrejas a plantar novas igrejas em lugares estratégicos.
Como parte do corpo de Cristo, temos como vocação, a tarefa de fazer discípulos de Jesus. A nossa estratégia tem como foco central à missão que pertence ao próprio Deus. A tarefa central é de formar uma liderança capacitada nos centros urbanos mediante a base de uma missão urbana relevante e contextualizada com a realidade existente (Mt 22.34-40; Mt 28.18-20).

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Caminho da Restauração

O Salmo 51 é o registro da agonia da alma de Davi, após o seu terrível crime de adultério e assassinato. Davi viu, cobiçou, adulterou e tentou esconder o seu pecado. Ele usou quatro planos para encobrir o seu pecado: a) Dar férias ao marido de Bate-Seba.; b) Dar um banquete ao marido de Bate-Seba; c) Encomendar a morte do marido de Bate-Seba; d) Casar-se com Bate-Seba para esconder a gravidez. Tudo parecia perfeito. Todas as provas do pecado foram aparentemente destruídas. Só uma coisa ele não contavam: É que Deus estava vendo: “porém esta coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor” (2 Sm 11.27). Deus envia a Davi o profeta Natã. Ele conta um parábola. Davi lhe diz: “Este home deve morrer”. Natã lhe responde: “Tu és o homem”. Davi, então, é tomado por um sentimento de culpa e horror. E foi nessa condição que ele escreveu o Salmo 51. Aqui Davi reconheceu o seu pecado, arrependeu-se. Davi teve a absoluta certeza que necessitava de arrependimento, porque o seu pecado estava consumindo a sua alma. Enquanto Davi não confessou o seu pecado, a sua vida murchou, os seus ossos secaram, a alegria de salvação foi embora, porque a mão de Deus pesava sobre ele de dia e de noite. Meu irmão, não existe libertação, cura nem restauração, onde não há arrependimento. Por isso, o primeiro passo da restauração é reconhecer o pecado que atrapalha nossa comunhão com Deus (v. 3). Davi por um tempo escondeu o seu pecado. Mas isso estava arruinando a sua vida. Ele, então, olhou de uma maneira séria o que havia feito. Convicção de pecado é o primeiro passo para a restauração. Não há esperança de perdão e restauração, enquanto você não reconhecer o seu pecado. Não olhe para os outros. Não julgue nem culpe os outros. Seja honesto com você mesmo. Pare de argumentar e se justificar. Faça como Davi: “Eu conheço as minhas transgressões” (v. 3). Faça como o filho pródigo: “Pai eu pequei contra os céus e diante de Ti”. O segundo passo da restauração é reconhecer o que nós temos feito (v. 1-2). Davi admite que foi rebelde. Sua própria vontade prevaleceu. Ele foi governado por um desejo lascivo. Fez o que a sua consciência reprovava. Foi um ato deliberado de desobediência, uma violação da autoridade divina. Examine seu coração. Há coisas pervertidas também: ciúme, inveja, malícia, impureza. O terceiro passo da restauração é confessar que tudo isso é feito contra Deus e diante de Deus (v. 4). Davi chama a atenção para a circunstância de seu pecado, embora fosse cometido contra o homem, tendo sido ocultado da vista humana, porém não da vista de Deus “Contra ti somente pequei”. Porque sempre que pecamos contra alguém, estamos pecando contra Deus que criou esse alguém. Estamos ferindo alguém amado por Deus. Davi violou sua consciência, desobedeceu a Palavra, ultrajou a santidade de Deus, escarneceu do seu amor, pisou na sua graça, cuspiu em sua bondade. Sempre que pecamos, a nossa consciência nos angustia, porque violamos a lei de Deus, pecamos contra Deus, traímos a Deus. O quarto passo da restauração é o reconhecimento de que não temos nenhuma desculpa nem direito (v. 4b). Davi está admitindo que o seu pecado foi resultado da sua teimosia. Reconhece que está totalmente errado. Nada tem a pleitear a seu favor. Enquanto você tentar se justificar, você não terá dado provas de arrependimento. O arrependimento é o reconhecimento de que você não merece nada senão o juízo. É como o publicano que bate no peito e diz: “Sê propício a mim, pecador”. Davi mostra que todo e qualquer pecado que cometemos é de inteira responsabilidade nossa e nunca de Deus. O último passo da restauração é reconhecer que a nossa natureza é essencialmente má ( v. 5). Davi reconhece que a razão de ter pecado não é o mundo fora dele, não é a beleza do corpo de Bate-Seba, é o seu coração sujo que está corrompido. O nosso maior problema somos nós. Não é simplesmente a guerra, é o nosso coração perverso. Não é a injustiça social, é o nosso coração avarento. Quando percebemos esta verdade a nosso respeito, a única coisa que podemos fazer é clamar como Davi: “Tem misericórdia de mim, ó Deus”. Depois de ver que necessitava de arrependimento, porque o seu pecado estava consumindo a sua alma, Davi teve um profundo desejo pelo perdão de Deus “Tem misericórdia de mim, ó Deus”. É preciso ter profunda consciência do seu estado e condição (v. 1). Davi estava aflito, sua alma estava desassossegada, seus ossos doem, seu choro é constante. A mão de Deus está pesando sobre ele. Então ele clama: “Tem misericórdia de mim, ó Deus”. É preciso também ter profundo desejo do perdão divino (v. 1b). Davi tem consciência da sua culpa. Ele não fugiu de Deus, ele correu para Deus. Ele desejou ser perdoado e purificado. É preciso ter profunda consciência da nossa total impotência (v. 16). Quando a consciência acorda é uma coisa tremenda. Mais cedo ou mais tarde a consciência de todo homem despertará. Às vezes, ela só desperta no leito da morte. Outras vezes, só depois da morte (Lc 16.19-31). A consciência do homem rico só despertou no inferno. É preciso ter uma nova atitude para com Deus (v. 1,17). A pessoa contra quem Davi pecou é Deus, mas a pessoa que ele deseja acima de tudo é Deus. Isso é o que faz diferença entre arrependimento e remorso. Quando Adão pecou, ele fugiu de Deus. Quando Judas pecou, ele abandonou a Cristo. Muitos ao pecarem deixam a Deus, a igreja, a Bíblia, a oração. Fogem de Deus. Esse é o caminho oposto do arrependimento. Mas Davi quer Deus. Ele sabe que só Deus pode restaurá-lo. Ele sabe que Deus é benigno, misericordioso e perdoador. Davi sabe que Deus não rejeita quem tem o coração quebrantado. Nós sabemos mais ainda. A cruz foi onde Jesus morreu pelos nossos pecados. Quando nos voltamos para a cruz, encontramos uma fonte de cura, restauração e perdão. Se confessarmos os nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar. O homem que não percebe que precisa de perdão não é cristão. Depois de ver que necessitava de arrependimento, porque o seu pecado estava consumindo a sua alma, Depois de um profundo desejo pelo perdão de Deus, Davi entendeu que necessitava de um novo coração (v.10). Esse é o nosso real problema. O nosso coração está errado. O que você precisa não é apenas de mais conhecimento, mas de um novo coração. Você não pode corrigir a você mesmo. Por isso, eis algumas Razões para termos um novo coração: Por causa da nossa natureza pecaminosa (v. 6). Nosso coração é enganoso e corrupto. Não podemos confiar em nós mesmos. Davi percebe que não dá para fugir de Deus, pois ele vê coração. Ele quer a verdade no íntimo. Não adianta fingir nem usar máscara; Por causa da nossa falta de sabedoria (v. 6b). Precisamos de discernimento de Deus para não errarmos, para não tomarmos decisões através da carne; Por causa da nossa incapacidade de mudarmos a nós mesmos (v. 10). O problema de Davi não é Bate-Seba, é o seu coração. Não é o mundo, é o seu coração. Ele sabe que só Deus pode dar um novo coração (2 Co 5.17). Quando existe arrependimento, a restauração acontece. A tristeza é convertida em grande alegria (v. 8,12). Essa alegria é a alegria de Deus. É a alegria da salvação, é alegria do céu. O seu pecado roubou dele temporariamente essa alegria. O pecado é um ladrão de alegria. Desejo de viver para a glória de Deus, testemunhando para os demais as maravilhas divinas (v. 13-15). Davi quer agora viver para agradar a Deus e não aos seus próprios desejos. Em vez de pedra de tropeço, instrumento de bênção para os outros. Davi não quer mais viver nas trevas, quer revelar aos outros a luz de Deus. O perdoado é aquele que não se contenta em apenas ter a bênção para si, ele quer ser portador dessa bênção para os outros. Amado, se você afastou-se de Deus e perdeu a alegria da salvação, é hora de retornar aos braços do Pai. Você pode agora, voltar-se para Deus e confessar seu pecado e receber a restauração do Senhor para sua vida.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Implicações do Ensino Bíblico sobre a Santidade do Sexo


Ao refletir sobre a batalha contra a tentação sexual, o cristão deve se lembrar que esta guerra acontece no íntimo de cada um. É no coração que ela é intensamente travada (Mt 5.27-30). Existe algo mais importante do que preservar uma mão, um olho, uma cabeça ou mesmo uma família, a preservação da vida eterna que Deus concede em Cristo.
Assim, em sua maravilhosa graça, Deus nos ensina dois princípios básicos sobre a sexualidade em sua Palavra revelada. Em primeiro lugar, a sexualidade foi projetada por Deus como um meio de o conhecermos melhor. Isto não significa que Deus queira ter relações sexuais com o ser humano, pois esse tipo de pensamento é característico dos adoradores de Baal e das religiões gregas. Isto também não significa que a prática sexual prescinde a necessidade do conhecimento de Deus por meio de sua revelação especial, nem tão pouco que devemos elevar o ato sexual à posição de sacramento ou meio de graça. O que o ser humano necessita entender, é que Deus não é um ser sexual, mas escolheu comunicar-se conosco sobre o seu caráter incompreensível usando figuras que nos são familiares (Os 2.14-20; Ez 16.4-37; Jr 3.14 e 20; 1Co 6.16-17; 2Co 12.2; Ef 5.31-32; Ap 19.9 e 21.1-4). Portanto, a perversão da sexualidade distorce o conhecimento verdadeiro de Deus. E toda corrupção sexual serve para obscurecer a verdade sobre Cristo.
Em segundo lugar, o conhecimento verdadeiro de Deus nos protege e nos auxilia na preservação de nossa intimidade sexual. Muitos podem discordar desse ponto, devido ao fato de que pastores, teólogos, presbíteros e outros líderes eclesiásticos, têm sido envolvidos em escândalos sexuais. O conhecimento que Deus espera que os seus servos tenham de si é o conhecimento íntimo e verdadeiro. Esse conhecimento é muito mais do que ciência intelectual, pois o teólogo, pastor ou líder que conheça a Deus apenas intelectualmente, não o conhece intimamente a luz das Escrituras Sagradas, e de uma vida de devoção através da oração e consagração.
Quando se tem esse verdadeiro conhecimento de Deus, somos capacitados a vivermos uma vida de pureza e santidade com a nossa sexualidade (Jo 8.31-32; 1Ts 4.3-5; 2Pe 1.3-4), por outro lado quando não se tem esse verdadeiro conhecimento de Deus, a nossa vida resulta em corrupção da nossa sexualidade (Rm 1.28; Ef 4.22; 1Pe 1.14-16). Assim, os desejos que dominam o coração daqueles que rejeitam o conhecimento de Deus são enganadores, porque aqueles que conhecem a Cristo sabem possuir o corpo de uma forma que agrada a Deus. Portanto, toda perversão da sexualidade resulta da rejeição do conhecimento de Deus, porque o verdadeiro conhecimento de Cristo serve para prevenir contra a corrupção da nossa sexualidade.
Podemos concluir o nosso pensamento a respeito da Sexualidade Humana á luz da Bíblia, lembrando algo que falamos no começo da semana, que embora a Bíblia não seja um Manual de Sexo, ele tem muito a dizer sobre o assunto. Assim, a perspectiva bíblica sobre esse tema é que Deus criou o sexo para ser desfrutado prazerosamente por seus servos e que a união sexual é mais do que um vínculo físico, mas inclui até uma dimensão espiritual (1Co 6.16-17). O ato sexual, na perspectiva bíblica, é um exercício de comunhão. Todavia, há algumas coisas que devemos lembrar. Primeiramente, existem muitos problemas sexuais na vida conjugal cuja origem está em outras áreas, tais como: Culpas não resolvidas – Nossos pecados nos perseguem e nossa consciência nos acusa ou nos defende (Nm 32.23; Sl 32.3-4; Rm 2.15); Relações sexuais ilegítimas, tanto no passado quanto no presente. Dentre estas, o envolvimento com a pornografia e o adultério virtual; O egoísmo e a dureza do cônjuge que não quer se render ao prazer do outro (1Co 7.3); O estresse e o cansaço diário – Sexo começa quando acordamos e dizemos ao nosso cônjuge “Bom dia meu amor”; A ignorância e a falta de informação, pois esquecemos que homem e mulher são diferentes fisicamente e psicologicamente.
Em segundo lugar, o vínculo da perfeição é o amor e não o prazer genital. Sexo sem amor atenta contra o propósito divino para o mesmo. Por isso, existem vários princípios bíblicos que podemos usar para vencer a tentação sexual ao nosso redor (veja os sugeridos por John Piper em seu artigo Estratégias para Combater o Pecado Sexual – www.monergismo.com)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Perspectiva Bíblica sobre o Sexo


 A Bíblia aborda a sexualidade humana de uma perspectiva vista através do propósito de Deus para os ser humano. As Escrituras Sagradas mostram que o fim principal do homem é glorificar a Deus e desfrutá-lo para sempre. Assim o universo material é muito limitado para oferecer satisfação última ao ser humano. Deus criou o homem e colocou a eternidade no seu coração e, portanto, somente a comunhão com Deus pode trazer-lhe real satisfação (Mt 6.9-21). Portanto, todas as coisas nesta vida só são corretamente desfrutadas quando exercitadas sob a perspectiva do Criador e Senhor de tudo e de todos, isso é válido também para a sexualidade humana (1Co 6.13).
Desta maneira, através de uma perspectiva bíblica, podemos dizer que a espiritualidade humana define o exercício da sexualidade humana. Neste sentido, há que se entender que o sexo é um assunto com implicações espirituais. A tentativa de divorciar espiritualidade de sexualidade prejudica a compreensão humana da questão (1Co 6.15). Além do mais, toda a distorção sexual ao nosso redor tem origem espiritual e não apenas cultural. Isso fica evidente, quando o apóstolo Paulo, escrevendo aos romanos, ensina que a expressão da rebelião moral do homem contra Deus se dá através de um formato sexual (Rm 1.20-26). Portanto, a pressão sexual vinda da erotização social é um elemento de batalha espiritual contra a qual cada cristão está envolvido.
As igrejas Protestantes entendem que a Bíblia estabelece a bênção da sexualidade como originada em Deus. Pois, o sexo é um presente de Deus para o ser humano, pois foi ele quem criou o ser humano e ordenou “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra” (Gn 1.28). O prazer sexual, portanto, não deve ser divorciado do reconhecimento de Deus como o Autor da bênção. Assim, adorar a bênção ao invés do Autor da mesma resulta em danos espirituais e sociais incalculáveis para o ser humano, isso é igual ao que os israelitas fizeram com a serpente de bronze (2Re 18.4). Portanto, acusar o sexo de ser algo sujo ou imundo é difamar a criação de Deus e deixar de dar-lhe a glória devida. O que torna o sexo impuro é quando o mesmo é usado como um instrumento para expressar a rebeldia humana e a ofender ao Criador.
Podemos ver que a intimidade sexual foi especialmente planejada por Deus para completar o casal no matrimônio. Pois, o ser humano foi criado como homem e mulher e a união dos dois resulta na maior complementaridade possível durante a vida terrena. Esse senso de complementaridade não é obtido na prática do sexo fora do casamento, porque sexo fora do matrimonio, é sinônimo, de culpa, frustração, insegurança, etc.
Dessa maneira, não é correta a atitude de alguns cristãos de tentar matar o desejo sexual. Porque a Bíblia não incentiva a matar o desejo sexual, mas a direcioná-lo ao matrimônio (Pv 5.8-21), pois as Escrituras afirmam que Deus é o vingador contra toda a impureza e defraudação na área do sexo fora do matrimônio, pois o corpo pertence a Deus (1Ts 4.3-8). Portanto, o cristão deve tomar cuidado, porque a cultura contemporânea separa os casais e destrói a unidade própria do ato sexual, através do adultério, pornografia, homossexualismo, etc. Por isso, a Bíblia mostra que o exercício sexual seja constante na vida do casal (1Co 7.1-6).
Através de uma perspectiva bíblica com respeito à sexualidade humana, aprendemos que a Bíblia mostra as bênçãos provenientes da intimidade sexual do casal que busca estar no centro da vontade de Deus. É interessante observar que o livro de Cantares não menciona nenhuma criança, nem atividades estressantes, mas apenas o deleite do casal. Ali em cantares o casal é exortado a desfrutar da intimidade sexual com criatividade e com intensidade. Ao afirmar que o homem e a mulher se tornam uma “só carne” (Gn 2.24), notamos que isso ocorre através da intimidade sexual no casamento (Gn 24.67 e 2Sm 12.24). Por isso, o objetivo de Deus para a atividade sexual envolve também a multiplicação. Maridos e esposas que se privam desta bênção andam por caminhos que não agradam o Senhor e não desfrutam do “todo resultante da atividade sexual”. Esta é a razão pela qual as Escrituras afirmam que os filhos são herança e galardão da parte de Deus (Sl 127.3).
Portanto, a perspectiva bíblica a respeito da sexualidade humana deixa claro que Deus chamou os seus filhos e filhas à santidade e pureza antes que à felicidade impura (1Co 6.18 e 1Ts 4.3). Um prazer impuro resulta em tormentos, aflições e tormentos dos quais poderíamos ser poupados, porque sexo pode ser comparado a um rio, ou seja, em seu curso é uma bênção, mas quando se desvia do seu leito traz inundações, destruição e mortes.

terça-feira, 30 de março de 2010

Características da Erotização na Sociedade Contemporânea


A ênfase sobre sexo está em qualquer lugar para onde olhamos. Somos bombardeados com imagens de conteúdo sexual através de propagandas, programas de TV, músicas, vídeos, internet, conversas, etc. É incontestável que o erotismo vende, atrai a mídia, inspira e excita. Todavia, grande parte da informação emitida sobre essa matéria é confusa e conflitante com os princípios para uma sociedade saudável e nem todos estão cientes do que realmente estão comprando. A força do sexo distorcido pode ser usada para corromper princípios morais e éticos, e destruir vidas e relacionamentos.
O processo de erotização da sociedade pode ser observado a partir dos seguintes dados: Em dezembro de 2004, a Polícia Federal apreendeu 166 CDs e dois computadores, que continham mais de 560 mil fotos de pornografia infantil, na casa de um professor de artes marciais, em Volta Redonda, RJ. Ele foi acusado de ter abusado sexualmente de pelo menos vinte crianças e de ter produzido, divulgado e trocado fotos e vídeos de menores no Brasil e no exterior. O conteúdo de algumas músicas em inglês e português é altamente pornográfico, pois de cada vinte letras, dezesseis falam de sexo e paixão. A Internet democratizou o mundo erótico. Segundo a ONG italiana Telefono Acorbalino, de 2002 a 2003, houve um aumento de 70,35% no número de sites com pornografia infantil. Pois uma das facilidades desse meio de acesso é o anonimato aparente.
O fato é que a sociedade contemporânea vivencia não apenas uma revolução, mas uma re-definição de seus valores morais. É bom lembrarmos da origem histórica da revolução sexual, através da liberação sexual de 1960 “faça amor, não faça guerra”; A invenção da pílula anticoncepcional; O crescimento da homossexualidade.
A intensidade do interesse sexual contemporâneo é visto em rodas de bate-papo, escolas, comercio e casas, usando a seguinte frase “tudo é permitido, desde que você não prejudique ninguém e tudo é justificado se traz felicidade”. Assim sexo passou a ser o centro da vida entre as pessoas a tal ponto que se alguém não tem uma vida sexual ativa, é um candidato forte a brincadeiras destrutivas nas conversas entre amigos e nas diversas classes sociais.
A pornografia passou a ser socialmente aceita e grandemente praticada na dimensão virtual. Sua aceitação tem sido divulgada através da TV, internet, jogos de computadores, jogos na internet, letras de música, video clips via telefones celulares. Esta aceitação é freqüentemente justificada como a necessidade de “apimentar” os relacionamentos e “quebrar” a rotina. Contudo, poucos refletem acerca daquilo que realmente estão ouvindo e olhando. Crianças tem presenciado o avanço e a ousadia dos comerciais de televisão onde tudo é “apimentado” pelo sexo.
A sociedade contemporânea vivencia também a normalização do comportamento homossexual. A cosmovisão homossexual tem sido celebrada como uma expressão da liberdade “sair do armário”, que implica em buscar seu direito a escolha. Isso não implica em apenas a aceitação de suas práticas, mas a celebração de sua condição. Assim essa cosmovisão homossexual coloca-se contraria ao padrão divino para a satisfação sexual, o qual envolve um homem e uma mulher, devidamente comprometidos “Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?” (Mt 19.4-5).
A ênfase na sexualidade está levando a “família tradicional” a destruição. Pois tradicionalmente o conceito de família envolve um elo de compromisso e afeto entre um marido, uma esposa e seus filhos, quando os têm. Esse conceito hoje já não é mais uma unanimidade entre as pessoas. O divórcio tem sido facilmente aceito na sociedade contemporânea, pois o conceito de pureza para o matrimônio tornou-se algo ultrapassado. Hoje há o sexo sem amor, pois o sexo virtual é sem compromisso, é egoísta. Para ter filho hoje em dia, basta à mulher ir ao laboratório, pois, a presença do cônjuge não é mais necessária, isso porque para mulher ser mãe hoje, não necessita ser casado, basto querer ser genitora. Assim, as novas famílias contemporâneas são re-estruturadas segundo a perspectiva de cada um.
Vivemos o desprezo pelos conceitos tradicionais sobre sexo. Existe hoje, uma opinião geral de que o chamado “sexo normal”, ou seja, o ato íntimo envolvendo um homem e uma mulher, é muito “monótono” e “arcaico” para uma geração acostumada a variedades e novidades. A influência da pornografia parece ter convencido grande parte da sociedade contemporânea de que tudo que é extravagante é o padrão a ser perseguido e seguido. Parece não haver quaisquer limites neste sentido, pois os meios de comunicação parecem glorificar o sexo grupal, e a bissexualidade. Neste sentido, há que se atentar para o fato de que uma das mensagens divulgadas pela pornografia é que tudo é válido desde que haja satisfação e prazer. Assim, não é incomum encontrar pessoas viciadas em pornografia que acha normal a prática da pedofilia, do incesto e até da bestialidade. O fato é que ênfase sobre sexo reduz a satisfação ao prazer sexual, porque propõe a redenção através do sexo, onde a adoração sexual conduz ao sacrifício humano.
Portanto, é importante salientarmos, que a necessidade que o homem e a mulher possuem um pelo outro, surge de uma relação fundamentada no ato criador de Deus (Gn 2.18), onde o que se pensa e se faz sexualmente tem conseqüências no ser total do individuo, nesta vida e na próxima. Porque para o cristão, o sexo envolve terna gratidão, devoção pessoal e responsabilidade gratificante para com Deus.



segunda-feira, 29 de março de 2010

A Sexualidade humana a luz da Bíblia


Nesta semana estaremos tratando a respeito da Sexualidade Humana á luz da Bíblia. Para esse fim, estaremos desenvolvendo os estudos através de um artigo escrito pelo Rev. Valdeci da Silva Santos a respeito da santidade do sexo.
Vivemos em um contexto de intensa confusão sexual, onde a postura bíblica é constantemente rejeitada em vários segmentos da sociedade contemporânea, a qual favorece o relativismo nas questões morais. Essa rejeição parece ser uma das características mais evidentes do pós-cristianismo vigente na cultura ocidental, porque a moralidade pós-cristã encontra-se profundamente enraizada em noções naturalistas e ateístas vigentes no pós-modernismo. Uma vez que a sociedade ocidental orienta sua agenda como se Deus não existisse, a ética moral torna-se apenas um produto da construção social, ou seja, uma moralidade que pode ser fabricada e negociada a contento do cliente. Em meio a presente confusão moral da sociedade parte da tarefa da igreja cristã, como sal e luz da terra, é reafirmar os princípios bíblicos sobre moralidade e santidade.
Embora a Bíblia não seja um manual sobre sexo ela tem muito a orientar sobre esta área da vida humana. Pois a tarefa cristã no contexto social contemporâneo pode ser resumida em três etapas: Resgatar as diretrizes bíblicas para uma moralidade sadia; Vivenciar essas diretrizes diante do mundo pagão com alegria e entusiasmo; Auxiliar alguns membros dessa sociedade confusa e fragmentada a encontrar a verdadeira solução para os seus dilemas morais.
Sexo é um assunto delicado para ser tratado, assim, esse assunto deve ser tratada através de uma abordagem cristã a luz das Escrituras Sagradas. A primeira dificuldade diz respeito à escolha do método a ser utilizado. Neste sentido, parece haver duas alternativas básicas a serem utilizadas: Considerar as opiniões e experiências de pessoas sobre este assunto, extraindo assim, algumas lições comuns à maioria; Voltar-se para o ensino das Escrituras sobre o assunto e a partir do mesmo, extrair algumas normas a serem aplicadas ao procedimento pessoal. O problema com o primeiro é que ele pode conduzir ao relativismo moral, bem como a absolutização da experiência humana. Com respeito ao segundo método, os problemas podem advir de um estudo superficial e tendencioso das Escrituras, bem como a um estabelecimento de regras legalistas sem a devida perspectiva pastoral. Portanto é necessário buscar acessar, tão cuidadosa e honestamente possível, aquilo que a Bíblia diz sobre os problemas que surgem de nossa sexualidade humana.
Neste sentido, as Escrituras Sagradas estabelecem o padrão, pois todas as vezes que os escritores bíblicos discorrem sobre o assunto eles são diretos, e até explícitos, mas nunca vulgarizam ou banalizam o assunto, pois a sexualidade nas Escrituras é sempre abordada através de uma linguagem que é bonita e ao mesmo tempo disciplinada.